Algo inimaginável aconteceu na noite do ultimo sábado(26), no Garage. A vinda do dOP deixou o público enlouquecido. Quem esperava que o grupo conhecidíssimo pelas suas apresentações inusitadas fosse transgredir, acertou na mosca. Dito e feito, Rodrigo Novaes ainda nem tinha terminado seu warm up quando o vocalista Jonathan Illel já se posicionava para iniciar uma das apresentações mais marcantes do Club.
Antes mesmo de começar a mostrar seu dom nos vocais, todos já estavam hipnotizados com a presença do Illen, que além de um visual marcante, dava um show com sua postura badboy e expressão.
Rods fez um belíssimo aquecimento para o dOP, tão a altura do grupo que a transição aconteceu antes mesmo dos outros dois integrantes Clement Aichelbaum e Damien Vandesande começarem a emitir as primeiras sonoridades que acompanhariam o vocalista.
Jonathan finalmente começa a cantar usando artifícios incomuns ao que os brasileiros estâo acostumados. Uma concepção moderna de se expressar e acima de tudo muito agradável. Ele começou cantando a capela até que os sintetizadores começaram a ser acionados. Em seguida entraram outros sons, dando corpo a uma música contagiante que levou o publico ao delírio.
As batidas deep se mesclavam com as frequências graves de jazz e sons sintetizados. Illel se portava de uma forma atrevida, ao mesmo tempo que era muito preciso em relação a sua afinação, improvisando na dose certa em cima das musicas do trio.
Deep com hip hop, jazz, rock e até mesmo uma melodia incidental da lambada “Chorando se Foi” – que fez muito sucesso no início da década de 90. Poderia ser mais estranho, se a banda Kaoma responsável pelo hit, não fosse franco-brasileira. Apesar de não serem nem um pouco comportados, os meninos do dOP conhecem e muito, os ritmos musicais.
O dOP deixou uma nova concepção musical para o público do Garage que presenciou uma edição inesquecível do Check-In.
Quem fechou a noite foi Giovani Curvo que fez um set surpreendente.
É inegável que os franceses conquistaram o público do Garage. Depois de Vitalic e Laurent Garnier, chegou a vez do dOP. O trio parisiense é considerado o mais irreverente da música eletrônica. Eles se apresentam no Club neste sábado(26), em uma noite muito aguardada pelos cuiabanos, verdadeiros apreciadores das levadas francesas.
Inquieto, brincalhão e muito divertido, é dessa forma que o vocalista Jonathan Illel vem conquistando os palcos em todo mundo. Sua notável performance ainda vem acompanhada de um timbre de voz magnífico e muito afinado.
Seus parceiros musicais Clement Aichelbaum e Damien Vandesande não deixam nada a desejar em suas produções. O dOP conquista de todas as formas, eles guardam uma musicalidade sofisticada, ao mesmo tempo que trazem as raízes do hip-hop,rock and roll e jazz. Herança de uma época em que pulsavam em forma de banda pelas noites parisienses.
Depois que descobriram a música eletrônica, eles ganharam uma notoriedade ainda maior. No ano passado vieram ao Brasil onde fizeram uma turnê badalada que passou pelos clubs D-edge e Vibe. Agora o dOP está de volta, e além do Garage se apresenta durante o carnaval no RMC e na Green Valley. O grupo é famoso por criar situações inusitadas durante a noite. Prepare-se, eles vão surpreender você!
Enquanto cruzavam a amazônia legal de avião, viajando de Lima até Bogotá. O dOP nos cedeu uma entrevista exclusiva. Olham só o que eles pensam do Brasil e o que pretendem fazer no Garage.
GRG – Vocês descrevem o dOP de três formas. Deep, orgânicos e parisienses. O que isso quer dizer? Algo especial em ser parisiense?
dOP – Sim seriam esses três argumentos para nos descrever, mas existem muitos outros. Pra palavra “deep” diria que ela esteja relacionada diretamente com o som que a gente faz. Que realmente não é engraçado, muito menos no geral. Nossa performance pra musica deep pode ser um tanto triste, quanto nostálgica, contemplativa ou introspective. Nosso live é pura energia em clima de festa, mas nosso som é deep e sério.
Para classificar o sentido de orgânico, diria que seria pelo fato de que a maioria dos instrumentos gravados em nossas faixas serem orgânicos. Nós gostamos de sentir as nuances, o humano tocando. Nós gostamos quando diferentes linhas trabalham juntas. Mas nós amamos também o puro hipnotismo de um loop.
Por que parisiense? Isso somente por causa de termos os três nascidos em Paris. Ela é nossa cidade, a que nossos pais escolheram pra gente. Ser de Paris é diferente de ser de Milão por exemplo. Paris é uma cidade incrível cheia de história em muitos domínios. Paris é bela e sexy. É também uma cidade muito mista, a maioria das pessoas vieram de algum lugar e você cresce conectado com muitas culturas e isso é forte.
GRG – O primeiro projeto que vocês fizeram juntos foi uma banda de rock cover. Que tipo de rock vocês tocavam? Classico? Punk? Hardrock, heavymetal…? O que era diferente naquele tempo?
dOP – Nós começamos na música há mais de 10 anos atrás tocando até hoje os três juntos. Começamos com o “rock”, tocando as bandas que gostavamos na época, Metallica, Guns & Roses ou Red Hot Chilly Pepper. Eram pontos comuns que entre nós três tinhamos juntos com um quarto integrante que tocava guitarra. Hoje nós temos muito mais influências do jazz, que pode passar pelo hip hop ou outro estilo. Na verdade conosco não existe essa coisa de que um estilo ficou pra trás.
Todas as influencias que você vai conhecendo vai fazendo parte de você. Isso acontece com todo mundo. Suas influencias é quem e o que você é.
GRG – Vocês são sempre extravagantes, ou somente algumas vezes? Seria isso uma nova formula criada pelo dOP?
dOP – Essa é uma questão difícil de responder (rs), depende do mês, da lua…Mas gostamos quando é algo selvagem. E também temos momentos bem calmos. Mas nós sempre procuramos nos divertir, ao contrario, vocês achariam a gente sem graça. Nós somos simples como as pessoas que saem pra curtir, que querem encontrar uma garota bonita, curtir uma festa longa e estar conectado com o momento. Nada especial de verdade.
GRG – Hoje vocês estão tocando em todo mundo, existe alguma diferença em tocar no Brasil para com esses outros lugares?
dOP – Pra se ter uma idéia, estamos viajando de avião de Lima até Bogotá. Fomos apenas uma vez ao Brasil, há seis meses atrás. Ainda temos muito que descobrir, mas já tivemos momentos maravilhosos. Vamos ficar mês viajando ao redor do país. Estamos muito contentes. O Brasil não é famoso à toa, sua cultura e a relação com as coisas boas são maravilhosas. Brasileiros têm uma vida boa, musica boa, mulher bonita, futebol, praia e muita cachaça…
Nós (franceses) sentimos muito fechados pra esse modo de vida e pensamento. Mas nosso país é um dos únicos que dominam o time brasileiro de futebol, mesmo em nossos dias ruins. O que dizer mais?
GRG – Vocês estão preparando algo especial para a apresentação de vocês no Garage?
dOP – Sim nós vamos chegar os três vestidos de rainha do samba.
Posted on fevereiro 15th, 2011, 8:18 pmby anamaria
Ele causou! É no que mais consigo pensar enquanto escrevo. É certo que ele é famoso, alias famosérrimo, como rapper nos United States of América, de New Orleans, onde as pessoas já nascem respirando música e talento, é certo que talento, ele tem de sobra. É certo também que a galera de Cuiabá, conhecia apenas 2 músicas dele, e veio cheia de boa vontade, superlotou a pista, esperando “ a noite”, e a teve!
Mas, o mais certo de tudo é o que acontece quando energias iguais se encontram, e na noite elas eram mais do que isso, eram energias idênticas. Em certo momento eu achei que ele fosse cuiabano, lá de São Gonçalo, do Praeirinho, de algum dos bairros onde os cuiabanos são mais humanos, devido a sua famosa simpatia. Ele era local! Deu até autógrafo! Deu beijos, muitos e muitos beijos, dançou horrores, e agradou em cheio!
O Projeto Hip Hop do Club, carrega uma moçada bonita, de bem com vida, que se “montam” mais do que nunca para a noite, os garotos cheios de marcas, as garotas de vestidos, saias, tops, de cabelos super arrumados e make da hora. É assim, uma geração feliz, que dança até o chão, não tem vergonha de sair sem voz por ter gritado, ou enrolado ao cantar as letras em inglês, que gostam de champa, gostam de gente do bem, de boa energia e gostam, principalmente, de causar. Por isso a noite foi perfeita! Baby Boy da Prince e a galera GRG do Hip Hop causaram como nunca ! Formaram uma dupla perfeita! GRG= BBP= Pura sintonia! Adorei!Anamaria Bianchini
Ele abriu a noite, e entregou a pista já enebriada ao americano. Marquinhos Spinosa, sou super fã!
O camarote 02 bombado com os convidados de Marielly
Ricardo Camargo, Leandro Sachetti e os muitos amigos dominam, sempre, o camarote 03! Lindos!
Na curtição, Renata Araújo e Adriano Oliveira
Gente bacana e muitos sobrenomes flanando pelo Club, como Felipe Fortunato
... linda, Julia Bicudo
...primos lindos, Brunna Neves e Edgar Lotufo. Adoro os 2!
Eu não disse? O verbo é causar... Baby Boy causando muito e com muita categoria!
Ficou amigo de Lethicia Prado
... e do namorado dela, Adonis Oliveira
Até o financeiro foi pra dentro da cabine: Breno, consultor financeiro, Alexandre nos videos e Vitoriano estreando na iluminação. Noite feliz!
O Garage entrevistou um dos artistas mais bem sucedidos da cena eletrônica brasileira, o DJ e produtor Carlo Dall Anese. Ele que se apresenta pela primeira vez no Club no próximo sábado(19), fala um pouco de como era ser DJ no início de sua trajetória. Aos 15 anos quando Dall Anese iniciava sua carreira, discotecar não era uma atividade vista pela sociedade como profissão, além de não ter tanto glamour.
Hoje, o produtor de ”Monday” vê uma cena que não para de crescer e se apresenta para públicos cada vez maiores. É categórico ao comparar a cena mainstream com a underground e não acredita que sua música seja comercial, mas sim algo que faz sucesso, principalmente no Brasil. Dall Anese dividirá a cabine do Garage com os residentes Gustavo Bongiolo e Rafael Serafini.
Confira:
1 – Sua carreira começou há 22 anos. Existe muita diferença em ser DJ naquela época em relação aos dias de hoje?
Muito diferente, mas muito mesmo…Dj não ganhava quase nada, viajava de ônibus, não aparecia no palco e ao contrário do “glamour” que temos hoje, todo mundo torcia o nariz quando eu dizia que eu era DJ e as pessoas emendavam : Ok, você é DJ, mas o que você faz da vida de verdade ?
Tinha que ser “da musica” mesmo, era uma coisa muito de raiz e só estava nessa quem realmente amava muito estar ali. Meu primeiro emprego eu ia trabalhar de ônibus com meu ‘casezinho’ de madeira aos 15 anos de idade, entrava em uma casa de samba as 21h00 e saía as 5h45 da manhã fazendo o intervalo do samba, eram 45 minutos para o samba ao vivo e 15 minutos para eu tocar como DJ.
Você acha que eu sofria? Que nada!!! Adorava o que eu fazia!!! Meu pai tinha acabado de falecer, minha família passava um aperto danado e esse era mesmo meu ganha-pão, desde os 15 anos eu vivo integralmente da musica. Me considero um super vitorioso por estar onde estou hoje.
2– Você se importa das pessoas rotularem o seu som como sendo comercial?
Não me lembro de ser rotulado como DJ de comercial. Na verdade tudo que estoura e vira sucesso é taxado pejorativamente de comercial. Ok…ok…seria bonito então ter musicas somente que ninguém toca ou que tocam em buracos enfumaçados para 100 pessoas drogadas dentro?
Essa mesma pessoa que, por tocar nesse buraco enfumaçado e não ter nada de sucesso, não gostaria de ter sucesso e estar ganhando 100 vezes mais tocando em um mega festival para 10 mil pessoas com todo mundo de mãos pro alto cantando a sua musica?
Lembro-me de uma vez estar na D-EDGE, club reconhecidamente não-comercial… e vi um badalado DJ de underground tocando aquela irritante musica da sanfoninha, dois meses depois a tal “musica da sanfoninha” tocava na JOVEM PAN e todo mundo metia o pau….quer dizer que a musica era boa e underground e de repente ficou ruim e comercial ?
Não acredito em UNDERGROUND e MAINSTREAM, acredito em musica de qualidade. Não sou a favor do extremo comercial (que em geral não é de qualidade), mas a palavra UNDERGROUND para mim significa segregação musical, preconceito… APARTHEID musical mesmo.
Nesse conceito é uma tremenda hipocrisia. Musica boa é musica boa, toco musica que considero de qualidade, toco muito pouco ou quase nada que toca na radio (exceto minhas produções próprias que, felizmente, estouraram na radio e TV), normalmente toco em bons clubes e para um bom público, não tenho vergonha disso…
Muito pelo contrário : Tenho o maior orgulho !!!
3 – Sua música “Monday” produzida em parceria com Fábio Castro ficou entre as 10 mais tocadas na Europa. Além de ter sido remixada por 14 artistas, entre eles, nomes respeitadíssimos como Pete Tong, Jean Claude Ades e Paolo Mojo. Isso alavancou de alguma forma sua carreira?E a do Fábio?
Bom, fica difícil mensurar o que deu retorno em que, mas eu tenho uma séria crença de que o que menos ajudou foi o lançamento europeu. O Deal com o Pete Tong não foi o melhor do mundo e realmente ele não fez tudo o que prometeu e se dispôs a fazer inicialmente.
Meu foco foi e será no Brasil. Estamos no melhor país do mundo, que além de tudo, está dentro do cenário internacional, em um excelente momento financeiro e todo DJ gringo quer estar aqui. O que mudou mesmo a nossa carreira foi o sucesso da musica aqui no Brasil, isso mudou mesmo! Tanto para mim como para o Fabio, “Monday” colocou a gente em um patamar diferenciado em relação aos outros DJs e producers e isso é sem dúvida muito gratificante.
4 – Como surgiu essa parceria? Vocês ainda produzem juntos? Quem canta suas faixas?
Nos conhecemos no Sirena, o Fabio quis muito me conhecer e parece que “estava escrito” que nós seríamos parceiros de estúdio. Temos uma afinidade musical muito grande, ele é um excelente musico e DJ e temos uma sinergia enorme compondo juntos. Produzimos juntos sim, fazemos coisas paralelas também. Os vocais? Fabio Castro! A voz é dele !!
5 – O que o público do Garage pode esperar do set de Carlo Dall Anese?
Neste sábado os residentes Rafael Serafini, Rodrigo Novaes e Giovani Curvo chegam com as novidades da e-music durante a noite “I Like to dance at Garage”.
Serafas em especial convida a todos para a comemoração de seu aniversário que acontecerá durante a noite.
Veja o que cada um dos residentes disse a respeito de suas expectativas e apostas musicais para o ano de 2011.
RODRIGO NOVAES
Eu continuo apostando no bom e no velho house. Um nome pra 2011 eu diria Maceo Plex, seu ultimo album pelo selo Crosstown Rebels esta mto bom!
Ainda tenho esperança de ver o Ricardo Villalobos tocando aqui no Garage.
Evoluir como profissional, tocar mais e mais em grandes centros levando o nome do Garage e lançar novos eps, são meus planos para 2011.
GIOVANI CURVO
Gosto e respeito todos que tocam, mas sempre aposto no meu gosto pessoal e não vou muito pelas tendências. Acho que o deep techno continuará influenciando muito na pista ainda.
No Garage eu gostaria de ver o Stephan Bodzin ou Gregor Tresher.
Sempre temos que ter metas e planos e como dj tenho muita vontade de resgatar algumas músicas que se perderam no tempo e que algumas pessoas não presenciaram momentos que marcaram muito para mim, esse ano quero muito fazer isso e já venho há algum tempo testando e pensando em como faze-lo e espero aos poucos mostrar aquele bom e velho TECHNO.
RAFAEL SERAFINI
Esse ano de 2011 acredito que o nu disco vai ganhar mais espaço nas pistas e que uma das grandes apostas será o trio dOP que se apresentam mês que vem no club. Suas apresentações vem recebendo ótimos feedbacks , mostrando assim que tem tudo para bombar em 2011.
Gostaria muito de ver o Luciano tocando no Garage, ele é um ótimo DJ e com certeza seria uma das apresentações mais legais da historia de Cuiabá, já tive a oportunidade de vê-lo tocar algumas vezes e a forma como ele constrói o set é única.
Estar sempre passando para o publico do Garage as novidades e tendências da musica eletrônica e também começar mais trabalhos fora do Estado, buscando mostrar que o nosso estado também possui bons DJs e dessa forma contribuindo para tornar a musica eletrônica cada vez mais forte e solidificada dentro de Cuiabá.