• O mago genuíno do electro

    Dentre os artistas internacionais da música eletrônica, ele é um dos mais venerados por onde se apresenta. Pascal Arbez Nicolas sabe com maestria levar seus fãs a um estado de graça aflorando um sentimento único através de suas músicas.

     

    Era uma madrugada de domingo do ano de 2002, quando o público ouviu Vitalic pela primeira vez em Cuiabá. Um momento de grandes descobertas musicais em tempos primordiais de uma cena que se transformou em uma das mais fortes do país.

    Da cabine do E-club os DJs Roger Rabbit e o residente Tim Tm, emitiam as faixas do produtor francês causando um efeito avassalador na pista do primeiro club de música eletrônica da capital. Todos perguntavam de quem era a música tão contagiante “La Rock”, que transmitia aquele sentimento forte através de suas melodias.

    Tão hipnotizante quando as outras faixas do disco “Poney EP” estava “Dance Like Machine”, cujo nome real seria um tanto ultrajante para ser mencionado. Mas o clip está aqui para os que quiserem conferir:

    Com sua pegada rocker expressada através de sintetizadores e a profundidade de suas melodias, Vitalic se difere de todos os outros astros da música eletrônica.

    Genuíno em suas sonoridades e na maneira com que transmite sentimentos em um estilo tão mecânico e tecnológico. Seu nome e identidade são tão fortes quanto sua imagem de mago do electro.

    Na noite em que esteve no Garage Vitalic conseguiu a lotação máxima do Club, além de ter sido um dos mais ovacionados. Em sua terceira apresentação em Cuiabá, Pascal nos traz um de seus trabalhos mais expressivos, Flash Mob.

    O álbum gravado em 2009 não abandona aquela contagiante adrenalina, mas ganhou as texturas que evidenciam sua nova fase.


  • Reveillon para e-music lovers

    Reunimos alguns dos points mais quentes do Reveillon 2011, para os que pretendem passar a virada do Ano ouvindo a boa e nova Música Eletrônica em alto e bom som.

    Reveillon Privilège Búzios 2011 (Buzios – RJ)

    Aqueles apaixonados pela beleza e a sensualidade das praias e das beldades cariocas, uma dica é o Reveillon Privilège Búzios, que traz a dupla inglesa Layo & Bushwacka que se apresentam em uma super estrutura montada pelo melhor club de Búzios na Praia de Geribá, com qualidade do serviço Privilège em uma produção impecável.

     

    SERVIÇOS

    Open Bar
    Privilège Buffet |Toda a qualidade do buffet Privilège estará presente no Reveillon 2011, mesa de frios, frutas, mixed nuts, pães e pastas diversas.
    Camarotes Moet & Chandon Privilège | A área mais especial do Reveillon, com acesso diferenciado, serviços exclusivos, estrutura independente e combo incluído. Um backstage com a vista mais deslumbrante do ano, ao lado da cabine e de frente para o mar.

    www.privilegenet.com.br

    Festa do Taipe 2011 (Trancoso – BA)

    O que preferem as belezas das praias do nordeste brasileiro, uma das opções mais eletrônicas sem sombra de dúvidas é Trancoso. Como atração principal sua tradicional “Festa do Taipe”, que em sua décima primeira edição, ganhou mais estrutura, atrações e concorrência de público. Um dos eventos mais famosos do país. A locação é deslumbrante, no sopé de uma falésia e a pista de dança pé na areia. E claro, muita gente bonita. Um dos pontos altos da noite são os ótimos DJ’s sets e a energia natural do Bahia. Para este ano o conceito continua o mesmo. O line up já confirmado com The Twelves e Killer On The Dancefloor, além do próprio organizador da festa Luiz Eurico Klotz.

    Serviços

    Os ingressos devem ser comprados com antecedência e se exige um pré-convite (a partir de R$ 400,00. Bebidas a parte). Ingressos a venda em SP na loja 284 ou no Para Raio de Trancoso.

    Observação importante:

    Como o acesso a Praia do Taipe é um pouco caótico, já que por volta da uma da madrugada, todos resolvem sair ao mesmo tempo, há os que considerem passar já a meia noite lá. 

    303 Art Festival

    No sul da Bahia, entre as famosas praias de Trancoso e Caraíva, acontece o “303 Art Festival” em uma praia particular a cerca de 70 km de Porto Seguro e 20 km de Trancoso ou Caraíva. Uma fantástica enseada de águas azuis, de frente ao mar com piscinas naturais e um mirante na praia.

    O festival traz duas pistas e um chill out. Na pista principal alguns dos maiores nomes do Full on e do psy. Já na pista a alternativa (vertentes da house e techno com nomes fortes nacionais e internacionais, entre eles: D-nox, Anderson Noise, Flow & Zeo, Eli Iwasa, Gabe entre muitos outros. Quem também participa do festival são os nossos conterrâneos Pepa e Stival.

    Informações:

    http://www.303artfestival.com/

    Reveillon Taikô 2011 – (Jurerê Internacional – SC)

    Os apaixonados pelas praias do sul um dos lugares onde a música eletrônica acontece com muita intensidade, temos duas dicas para este Reveillon 2011, ambas em Jurerê Internacional, a praia brasileira onde encontramos a maior concentração de gente bonita por metro quadrado deste país.

    Pra quem gosta de ouvir sets longos, a dica é o Reveillon da Taikô 2011, que traz nada mais nada menos que o DJ e produtor Sharam (Deep Dish). Pra toda essa energia a festa oferece tudo incluso, desde sua gastronomia internacional de altíssima e um do open bar de bebidas importadas.

    Informações: 

    www.taikofloripa.com.br

    Reveillon Boutique 2011 – (Jurerê Internacional – SC)

    Um dos eventos que também acontece em Santa Catarina e é considerado um dos principais do Sul do país é o Reveillon Boutique. Com sua localização na paradisíaca praia de Jurerê, o evento premium conta com alguns dos maiores nomes da música eletrônica mundial. Entre eles a lenda da house music Roger Sanches, a cantora Shawnee Taylor de vários hits da música eletrônica mundial, o parceiro de Erick Morillo, Richard Grey em diversos hits mundiais, além dos nacionais Daniel Kuhnen (Residente Warung), Paulinho Boghosian (3plus), The Beckers, Tatiana Fontes (Hypno) e Brych & Brandz (Groove Dj Agency).

    Informações:www.reveillonboutique.com.br

    Reveillon The Spirit of the Sea – (Cuiabá – MT)

    Para os que forem ficar em Cuiabá, uma ótima opção de fim de ano com muita música eletrônica é o Réveillon “The Spirit of the Sea”, que acontecerá na Chácara Associação Médica e trará pela primeira vez em Cuiabá o DJ Sir Piers, um dos mais respeitados produtores e compositores do Reino Unido. Foi residente dos clubs da Pacha (Ibiza e Minorca), Ministry of Sound, Neighbourhood e The End (estes três os melhores clubes de Londres). Sir Piers já fez remixes para Michael Jackson, Beyonce & Jay-Z, Stevie Wonder, Snoop Dogg, Pharrel, Alicia Keys, Gwen Stefani, entre outros. Seu set vai do Soul / House / Funk, fazendo também a linha comercial.

    Também se apresentam no evento os DJs Joylson (Anos 70, 80 & 90), Rodrigo Farinha (house classics, deep e indie dance), Frico (techouse, electro) e Monoska (Techouse).
    Open Bar – champagne p/ brinds na virada, vodka, cerveja, refrigerante e água
    Open Buffet – frutas da estação, frios finos em cubo e laminados, pastas variadas, pães e torradas, canellone de ricota com nozes, penne a putanesca, lazanha quatro queijo e escondidinho de lombo, sorvetes de frutas, caldo verde, caldo de merluza e escaldado cuiabano na madrugada.

    Informações:

    www.reveilloncuiaba.com.br


  • Um domingo inesquecível

    Eram 2h30 da manhã de segunda-feira, 29 de novembro e ninguém parecia estar preocupado com o horário ou qualquer compromisso de começo de semana. As pessoas só queriam dançar, cantar e ouvir uma boa música, dentro de um dos ambientes mais adequados do Brasil.

    Os que estiveram presentes na noite de domingo (28), no Garage testemunharam um dos momentos mais inesquecíveis do Club. As bandas “Os inimitáveis” e o “Vanguart” com seu projeto “Vang Beats” causaram o maior alvoroço e levaram o público ao delírio. Outra participação importante foi a do DJ Rodrigo Farinha com seu set especial de indie-pop.

    A platéia participou e interagiu do começo ao fim, sob as levadas dos maiores sucessos dos Beatles e da nova cara da Jovem Guarda nacional. Mostrando-se receptiva ao novo formato e muito a vontade dentro do cenário perfeito para ocasião.

    Os semblantes dos vocalistas Dennis Rodrigues e Hélio Flanders transbordavam uma alegria que contagiava a todos. O som emitido pelas bandas no Garage era tão perfeito que parecia uma gravação.

    O nível musical elevado dos artistas somado a qualidade acústica do Club trouxe um resultado surpreendente.

    Durante a apresentação do Vang Beats, Hélio convidou todos os artistas da noite a subirem no palco para fazerem uma performance juntos. O vocalista do Vanguart agradeceu o carinho e a presença do público cuiabano.

     

    Disse Hélio que estava muito feliz de estar se apresentando em um dos melhores lugares do país. David o guitarrista frisou que não somente do Brasil, mas da América do Sul.


  • Garage entrevista os Inimitáveis

    O Garage entrevistou Dennis Rodrigues  dos “Inimitáveis”.

    O vocalista deu um show de bom humor e criatividade, mostrando o lado carismático que vem conquistado um público cada vez maior em todo país e uma parte do talento que chamou a atenção da MTV.

    Confira a matéria e deixe o seu comentário.   

    GRG - Como vocês mesmos dizem, os Inimitáveis não são nenhum Roberto. Afinal, que tipo de som a banda faz? Tocam um pouco de Jovem Guarda?

    INIMITÁVEIS – “Não somos o Roberto, mas não vai se arrepender se conhecer bem de perto” é a frase que define a Inimitáveis, faz parte do verso da música “Eu não sou o Roberto” que lançamos em setembro. Começamos fazendo releituras da Jovem Guarda e carregamos toda essa influência na bagagem, embora seja somado com outras sonoridades, a Jovem Guarda ainda é o que mais predomina no som.

    GRG - O nome Inimitáveis tem aparecido em muitos eventos e festivais espalhados pelo Brasil, são vocês mesmos? Ou alguém finalmente conseguiu imitar os Inimitáveis?

    INIMITÁVEIS – Quem diria ter alguém imitando a gente. A piada é justamente essa! Quem ousaria imitar uma simples banda?? (não estou sendo piegas… hahaha). Desde o começo da banda o público tem sido generoso com a gente, as palmas não ficam só no show. Elas vão muito mais longe twitter, orkut, facebook, blogs… e isso acaba chamando atenção de produtores/empresários atentos. Por enquanto estamos correspondendo as expectativas e quando não estiver mais rolando a gente começa trabalhar em banco, supermercado… hahahaha.

    GRG – Como tem sido a receptividade do público em relação a banda?

    INIMITÁVEIS – Em alguns shows eu já imaginei estar em meio da “pegadinha do Mallandro”, pois é difícil acreditar na reação do público. É muito prazeroso! Tocar em São Luis-MA ou em Palmas-TO, lugares que nunca pensei em conhecer, e ver a casa cheia e todos vibrando com nossas músicas é muito foda. Talvez seja pelo fato de fazer no palco o que gostaríamos de ver. Taí uma formula boa, heim!? hehehe

    GRG - Vocês estão tendo grande destaque no site da MTV, como vocês conseguiram integrar a essa marca tão forte do ramo musical?

    INIMITÁVEIS – Tocamos em fevereiro desse ano no Inferno Club, nossa estreia na Rua Augusta e em São Paulo-SP, lá deixamos nosso single (na época haviamos em mãos o single “Véspera” gravado) em vários lugares e chegamos de fazer uma entrevista para a Rádio Levis. Quando chegamos em Cuiabá, já havia um e-mail da MTV Brasil convidando a gente para fazer parte do casting de blog deles. Alegaram que fazemos um bom trampo na net e olha que fazemos o básico, do básico… vai entender a MTV. Mas com a MTV só abriu ainda mais as portas e somos eternamente gratos. Na semana retrasada em Sampa, lá na própria MTV, contamos das conquistas pós-mtv e eles ficaram felizes. Alias vamos acessar galera… www.mtv.com.br/inimitaveis , )

     GRG - Muitas expectativas para a noite de encerramento do Calango no Garage?

    INIMITÁVEIS - Temos um prazer doentio em tocar em lugares diferentes e disso a gente entende. Já enfiamos a banda em lugares mais “impensados” do mundo. E todos rolaram muito bem. Tá certo que tocar no Garage não será tão estranho como excursionar com o Dois a Um, mas não é um ambiente típico da Inimitáveis. E outra, ainda tem o selo Calango junto, vai ser uma brasa, mora?

    GRG - Tem muita gente falando que os Inimitáveis e os Vang Beats (Vanguart) tocando numa mesma noite, será surreal. Isso não é exagero, ou armação de algum fã club da bandas?

    INIMITÁVEIS – Exagero nada, somos Sexacionais! Como dizem os maranhenses, hahahaha. Agora fã club? Isso não… já descartamos esse termo “fã” há muito tempo. Nós temos amigos e dos bons, daqueles que dizem se o show foi uma bosta à uma maravilha. Estamos ansiosos para a noite. Há 2 semanas tocamos no CB Bar em São Paulo-SP no mesmo dia que o Vaguart fazia o Vang Beats no Studio SP (cuiabano concorrendo com cuiabano na cidade grande, é mole? hahaha) e por isso nem deu para rolar abraços nos nossos amigos que provaram para o Brasil que Cuiabá existe e produz muita música boa. Mas o Festival Calango está aí para unir corações e é isso que vai rolar, todo mundo com sorriso enorme na cara e se divertindo muito.

    GRG – Vocês estão preparando algo especial para ocasião?

    A gente estava pensando em colocar um trem gigante com escombros no palco, mas os sacanas do AC/DC já pensaram nisso antes… hahahaha. Lançamos nosso EP em setembro deste ano e já levamos esse show de lançamento para Campo Grande, Palmas, Brasília, São Paulo e na sexta (26/11) será a vez de Goiânia. E é esse show que queremos mostrar para o público do Garage. Nosso feijão com arroz bem temperado que tem alimentado uma galera gente boa pelo Brasilzão.


  • House Box a vitrine dos nossos talentos.

    Conheça as atrações que se apresentam neste sábado, na edição de outubro da House Box.

    Tito 

    O housero Tito é uma das figurinhas da cena local que viu a música eletrônica nascer e crescer na capital mato-grossense. Muito antes de se arriscar nos decks Titão, como é chamado carinhosamente pelos amigos, já frequentava as baladas que difundiam um som completamente diferente do que ouvimos nos dias de hoje.

    Das raízes do techno, Tito aprendeu a conhecer a e-music com muita destreza, e se tornar um verdadeiro especialista em house music. Do house, priorizou as particularidades do funky, e a essência “jackin” que veio do Chicago House. O artista traz muito groove, batidas quebradas, influências dos anos 80, jazz, blues e muito vocal.

    Assim resumem-se seus sets, Tito é quem abrirá a pista do Garage nesta edição de outubro da House Box.

    Ouça o set do Tito

     

    Double Trouble

    Double Trouble é um dos projetos mais bem sucedidos da cena local, além de ser um dos nomes de nossa e-music que mais se apresenta fora do Estado. O trio formado pelo DJ Diego Bertoline, o saxofonista Carlos Leal e o percussionista Rodolfo Alvarenga a.k.a Rods traz uma pegada musical diferenciada que tem transformado as noites da capital mato-grossense. 

    Desde suas primeiras apresentações a musicalidade dos três artistas já chamava muito a atenção. Em pouco tempo o trio passou a ser um dos projetos mais requisitados da cena do Estado.Ao mesmo tempo em que desponta no centro-oeste brasileiro. Se você frequenta Festas open air, clubes, bares, desfiles de moda, entre outros eventos na capital mato-grossense possivelmente já deve ter assistido uma performance do Double Trouble. 

    Rafael Serafini 

    O residente Rafael Serafini está em uma de suas melhores fases, foi de encontro às sonoridades perfeitas e trouxe para suas apresentações o som que imprime as mais recentes tendências da e-music mundial. 

    A trajetória de Serafas começou em 2004 quando a música se disseminava no Estado, mesmo ano em que surgiu seu interesse pela discotecagem.

    Seus sets emitem com naturalidade a precisão enquanto transita pelas frequências. Rafael Serafini tem recebido ótimos comentários sobre o seu trabalho e despertado no público um interesse cada vez maior de estar presente em suas apresentações.

    Ouça o set de Rafael Serafini

    Frico

    Após dois anos e meio de muita dedicação, Frico conseguiu criar uma cena nova na capital mato-grossense. Com um público fiel e cada vez maior, o artista alcançou a posição de número dois no Prêmio Factóide, o qual escolheu o melhor DJ da capital mato-grossense. 

    Frico foi um dos DJs que mais se destacaram no ano de 2009, sendo considerado uma revelação explosiva. Como poucos no país o artista prefere os toca-discos e apresentar com sua técnica apurada com vinis originais. Sua dedicação, bom gosto musical e humildade fez com que ele conquista-se o público como poucos haviam feito antes, deixando evidente sua paixão pelo que faz.

    Ouça os sets de Frico

     

     


  • Daniel Soares e Gabriel Lucas, os caras que representam.

     

    Às vezes a paixão fala mais forte e algumas pessoas acabam se profissionalizando em assuntos de e-music. Dois exemplos natos de formadores de opinião e fomentadores da cena cuiabana de música eletrônica são os idealizadores do blog Factóide, Gabriel Lucas e Daniel Soares. 

    Gabriel Lucas e Daniel Soares

    Papz e Tiboso como são chamados carinhosamente pelos amigos nos falam de quando a música eletrônica passou a fazer parte de suas vidas, um pouco da cena e dos sons que estão fazendo suas cabeças. O que eles têm na verdade é muita história pra contar. 

    O primeiro encontro de Gabriel com a dance music foi nas matinês de domingo na Get up Dance, mais precisamente no início da década de 90. Os anos se passaram… Até que um dia ele resolveu passar um fim de semana em São Paulo e conferir o Skolbeats, isso em 2004. 

    Fischerspooner

    Após assistir as apresentações de Fischerspooner e Mauro Picotto, caiu de cabeça na e-music. O fato é que Papz foi contagiado pela combinação de techno com electroclash.  

    Quando chegou de São Paulo, novos horizontes musicais estavam abertos em sua mente, ao mesmo tempo em que muitas coisas novas aconteciam por aqui, na capital mato-grossense. 

     

     
    “Fui algumas vezes no E-club, pra quem não sabe existem alguns vídeos dessa época inclusive. Já a Floor, eu sempre freqüentei, principalmente durante os anos de 2004 e 2005”.

    Daniel foi para o Skol Beats na edição anterior, em 2003. Mas preferiu conferir as batidas do drum`n and bass de Marky ao invés de Green Velvet que era estourado na época. Graças a Deus ele não perdeu a melhor parte daquela edição, que foi o Anderson Noise fechando o Skolbeats em um dos momentos históricos da cena nacional. 

     

    “Meses depois o Noise veio a Cuiabá para a Technodelic e fez um set histórico para nossa cena também. Não cheguei a freqüentar tanto o E-Club, me lembro de ter visto apresentações do Camilo Rocha e do Pet Duo por lá. Com o fechamento do club, vieram às festas e logo a Floor, aonde íamos praticamente toda a semana”, relata. 

    K-milla na Floor

    Daniel tem inclusive muitos flyers e fotos da Floor, guardados desde o início. Um arquivo que o Factóide retratou algumas vezes em suas matérias.   

    Ana & David - Pet Duo na Smartbizz Party - Lagoa Trevisan

    “Naquela época eramos jovens descobrindo um novo estilo não apenas de música, mas também de vida. Foi um marco na vida noturna na cidade.  Não havia muita estrutura, mas mesmo assim as festas aconteciam e os clubs tentavam sobreviver. DJs nacionais e internacionais chegaram a considerar Cuiabá como a “Capital do Techno”! Hoje vivemos com a popularização do estilo, tendo como ponto de apoio um dos melhores clubs do Brasil”. 

    Zé Neto, e o restante da pista queriam ouvir techno.

    Para os dois entusiastas, por mais que as pessoas acreditem que a cena de Cuiabá sempre foi muito ligada a um tipo de música, na prática isso nunca aconteceu, sempre houve uma diversidade. 

    “A grande diferença de antes com os dias de hoje, é que temos um clube grande capaz de manter a cena forte”, quem destaca é Gabriel, ao mencionar o Garage. 

    Noite do Vitalic no Garage

    Papz tem um projeto chamado DJ Samba, o qual mistura os mais variados estilos de música eletrônica. Apesar de não ter a pretensão de ser DJ, já se apresentou uma vez na Casa Fora do Eixo e conseguiu balançar a pista sem sambar. 

    DJ Samba atacando de Jason na Touché Mascarade.

     ”Quanto ao DJ Samba não é um projeto, mas sim uma crítica bem humorada a todos que atacam de DJ, já que eu (Gabriel), tenho minhas atividades, gosto de música eletrônica, mas necessariamente não preciso ser um DJ”, explica o blogueiro que está aberto a outras sonoridades e costuma pesquisar muitas bandas que fazem um som eletrônico. 

     

    O Factóide surgiu de maneira despretensiosa, cuja proposta inicial era falar de coisas e acontecimentos um tanto interessante que seriam comentados e discutidos entre os amigos. O que os dois não sabiam é que suas mentes férteis traria resultados inesperados… Hoje o Blog que tem quase dois anos é referencia no Estado e centro-oeste do país. 

    “Acabamos ficando um pouco estigmatizados por ‘blog de música eletrônica’, porque começamos abordando mais esse assunto e são os eventos que geralmente a gente cobre, mas desde a idéia inicial esse não era o intuito, o que queríamos era falar de tudo um pouco sem prender a rótulos. Nunca fomos 100% da música eletrônica, sempre curtimos outros tipos de cultura e lazer. O blog veio pra dar um empurrão nas buscas destes outros eventos e hoje falamos muito sobre street art, rock, MPB e qualquer assunto que se insira em um meio de jovens habitantes do centro-oeste brasileiro”, explica Daniel. 

    “Tentamos aproveitar ao máximo os eventos culturais da cidade, sempre tem muita coisa rolando e às vezes com pouca divulgação. Esse é um dos intuitos do blog, tentar divulgar esses eventos que ficam um pouco escondidos de uma grande parcela do publico”, completa. 

    O fato é que o Factóide tem conquistado leitores de diversas regiões do país, fazendo muitos trabalhos. Inclusive para importantes sites nacionais falando da cena do centro-oeste. Há dois anos o blog tem incentivado DJs, produtores e promoters através de um prêmio homônimo, o qual escolheu os melhores representantes, nas mais diferentes categorias. O público é quem escolheu através do voto pela internet. 

    Lebrilope Prateado by Factóide

    ”O Prêmio Factóide é uma iniciativa interessante, que prezamos. Mas com certeza introduziremos algumas modificações este ano”, relata Gabriel. 

    Na primeira noite da Technodelic, a Factory teve curadoria musical do Factóide. O evento que aconteceu na sexta, dia 16 de julho, trouxe uma proposta inovadora com atrações inusitadas e suas sonoridades diferentes, uma delas foi o DJ Zé Gonzáles que fez um set muito criativo, contrariando tudo que se ouve por estas bandas. A noite ainda contou com a participação do projeto indie mato-grossense, Hypernotical. 

    “Existem várias idéias orbitando o blog e mudanças para ocorrer internamente, mas por enquanto o máximo que podemos dizer é que trabalharemos bastante para manter o Factóide sempre atualizado” finaliza. 

    by Faraz 


  • Já pensou em ser um produtor de música eletrônica?

    Foto by djban.com

    Pensar em se enveredar na música eletrônica, na intenção de se tornar um DJ ou artista, requer muito mais do que apenas comprar ou baixar músicas. Os futuros DJs já levam em consideração que aprender a produzir é algo vital para quem quer ganhar destaque.

    Existe um grande leque de programas (softwares), direcionados à criação de musica eletrônica. Cada uma dessas ferramentas traz características particularidades, além de  formas de se chegar a um resultado final, que seria a idealização de uma música.

    Confira e aprenda os primeiros passos dos programas mais utilizados.

    Um dos programas utilizados para produzir música virtualmente é o Reason. Produzido pela Propellerhead, o software traz vários componentes em sua interface, instrumentos virtuais são interligados em um rack que possui mesa de som, drum machine, seqüenciadores, sampler, efeitos, entre outras ferramentas que tornam a produção muito prazerosa, através de programa inteligente.

    O Reason é o software que o produtor campo-grandense Wender A escolheu para produzir. A ferramenta proporcionou ao artista, a produção de muitos trabalhos fonográficos, alguns deles lançados em selos internacionais.

    Wender A

    “Depois que presenciei alguns top produtores como Claude Vonstroke, Dave Spoon, entre outros usando o Reason, resolvi seguir a mesma fórmula. Além de sua interface ser mais fácil, adquiri uma certa agilidade que me fez optar pelo programa”, relata o produtor que acaba de lançar uma faixa pela “D-edge Records” em parceria com o residente do Garage Rodrigo Novaes.

    Duo Attik - Hugo Dias & Thiago Almeida

    Adeptos do Fruit Loops ou FL Studio, o duo formado por Hugo Dias e Thiago Almeida começaram a produzir em 2006 quando ainda assinavam pelo nome de Major Pax. Hoje, os donos da Bleep Bloop Records são responsáveis por um dos projetos mais promissores de Mato Grosso, o Attik.

    “Já usamos Reason e Ableton Live, só que hoje em dia nos concentramos mesmo foi no FL Studio”, expõe Hugo.

    Para os produtores de “Suave” (música a qual o Attik divide parceria com LC Junior), a escolha do FL Studio se trata apenas de uma questão de adaptação.

    “Sentimos que muitos efeitos saem melhores no FL. Fora que editar, gravar, equalizar, nos parece muito mais fácil nele. O mixer do programa nos dá uma liberdade imensa, já que todo e qualquer canal nele pode ser usado como um “send“, e pra cada efeito existe um “dry/wet” que nos soa muito mais eficiente do que nos outros programas que já usamos”, finaliza sua explicação.

    Mateus B

    Um dos programas mais utilizados hoje em dia por DJs e produtores é o Ableton Live. Este software especificamente é uma ferramenta que pode ser usada tanto no palco, quanto em estúdio. O que diferencia o Live de outros programas é que ele possui duas interfaces, uma delas muito utilizada para a discotecagem ao vivo, como o próprio nome diz (Live).

    “Logo que foi apresentado para mim já sabia que seria a ferramenta que mais iria me interessar. Ao vivo o ableton cria possibilidades infinitas para a modificação das músicas em tempo real”, explica o professor da AIMEC, Mateus B.

    O DJ e produtor que integra o casting de professores da Academia Internacional de Música Eletrônica de Curitiba usa o Ableton Live tanto para produzir, quanto para suas performances ao vivo. Técnica que é repassada aos seus alunos na academia.

    Além do Ableton, Mateus B utiliza o CDJ junto ao computador, além de processador de efeitos e controladores (Pioneer EFX1000, iPad e Akai APC 40.

    “Gosto muito de transformar as faixas e mostrar versões diferentes de músicas conhecidas. O Live me permite reconstruir muita coisa ao vivo, explorando a criatividade e criando uma plataforma com muitos recursos garantindo  diversão”,  revela Mateus Basso.

    Fellini

    Outro talento mato-grossense adepto do Ableton é Anderson Fellini. O produtor que também é sócio do selo Bleep Bloop assim como LC Junior e Faraz, ganhou destaque após integrar a Netlabel Curitibana SOLIDALAB. Hoje é um dos ex-alunos da AIMEC que mais se destaca no cenário nacional. Fellini participa há dois anos consecutivos do Prêmio AIMEC AWARDS, concurso realizado pela instituição que se transformou em um dos maiores formadores de artistas da música eletrônica do país.

    “Optei pelo Ableton, pelas milhares de facilidades que encontrei na construção das faixas, desde o arrangement ‘a tela de pattern que é incrível. Posso fazer automação ao vivo, ao mesmo tempo que toco uma faixa, posso mesclar quantas faixas eu quiser ao mesmo tempo. Realmente o que me conquistou  no Ableton foi a tela pattern, amor a primeira vista”, confessa o artista apaixonado em produção.

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    Cursos de Produção Musical

    AIMEC – Curitiba

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  • Entrevista exclusiva com Renato Cohen

    O Garage entrevistou o DJ e produtor Renato Cohen que se apresenta, no dia 18 de setembro no Club. O artista falou um pouco de seu trabalho e da visão particular que o fez caminhar com muita criatividade sem perder sua essência musical. Para Renato, a evolução nunca esteve tão presente quanto nesta fase de sua carreira. O produtor já prepara um novo álbum, no qual pretende valorizar ainda mais os elementos orgânicos.

    GRG – Os seis últimos anos foi um tanto cruel com muitos nomes que faziam sucesso no cenário nacional. Poucos conseguiram sobreviver a todos esses ciclos, muito menos ficar na posição privilegiada que estavam, mas você conseguiu. Você sentiu essas mudanças? Teve que fazer muitas adaptações durante esse tempo?

    Cohen – Claro que senti. Acho que a musica eletrônica tem um lado efêmero e o trabalho de DJ consiste em constantes renovações. Ao mesmo tempo acho que o DJ deve sempre se manter fiel a sua linguagem musical, sua essência nunca pode se perder. Acho que eu ainda estou aqui porque eu tenho algo a dizer, sempre segui o que eu acredito. Os que mudam apenas para seguir uma moda não têm muito que acrescentar na vida dos outros e cedo ou tarde acabam sumindo. 

    GRG – Sua identidade musical sempre esteve presente em seus sets, desde suas primeiras apresentações em Cuiabá. Hoje traz uma pegada mais para o “disco”, com direito inclusive a Blind do Hercules & Love Affair, que por sinal sempre cai bem na pista quando você toca. E o techno? Ele ainda está pulsando forte nesta fase que está vivenciando agora? Afinal, o que Renato Cohen está tocando?

    Cohen – Existe muita musica pelo mundo e é muito limitado você se prender em ser um DJ de Techno ou um DJ de House… Eu prefiro dizer que sou um DJ que também toca Techno ou que também toca Disco, mas não quero estar dentro de rotulo algum.

    Sinto que meu trabalho começou a evoluir muito mais agora. Acho que hoje em dia eu tenho mais maturidade e conhecimento para misturar tudo que foi feito nas ultimas 4 décadas e ao mesmo tempo manter uma unidade.

    Eu gosto de musica dançante e animada, é isso que eu estou tocando.

    GRG – O seu ultimo álbum “Sixteen Billion Drums Kick”, produzido pelo selo Sino do Technasia, traz muitos experimentos musicais, um deles foi a versão jazz de “Pontapé”, que nos leva a um outro paradoxo musical totalmente diferente. Você poderia nos falar um pouco dessas fusões que deram uma identidade diferenciada para o seu album?

    Cohen – Eu queria fazer um álbum que tivesse um pouco de cada tipo de musica que eu escuto normalmente. Um álbum com tudo misturado, mas que soasse como techno. No caso de Pontape Jazz, era legal mencionar a musica por ser o meu primeiro álbum, mas ao mesmo tempo era muito velha e não tinha nada a ver com o resto. Eu sempre quis trabalhar com uma banda de verdade e essa foi a desculpa perfeita.

    GRG – Existe essa possibilidade de ganhar algum prêmio com “Sixteen Billion Drums Kick”?

    Cohen - Hahaha, não sei e não me importo. Não ligo a mínima para rankings, votações e etc… Para mim, vale muito mais alguém que escute o disco e diga que gostou de coração do que dizerem que é bom porque foi eleito por sei la quem…

    GRG – Você já pensa ou está produzindo um novo trabalho? 

    Cohen - Já estou produzindo outro álbum e estou seguindo a mesma linha de pensamento, só que mais radical.

    Estou fazendo coisas ainda mais orgânicas e quero trabalhar mais com músicos de verdade.

    GRG – Você que sempre viaja pra tocar pelo Brasil e afora, poderia nos dizer como estão as cenas deste país? Quais as regiões que mais se identificam com seu trabalho? Afinal, Cuiabá está bem no cenário nacional?

     

    Cohen – Meus lugares preferidos  são; São Paulo, Cuiabá, BH e Rio.

    Hoje em dia existem poucos lugares que eu sinto as pessoas interessadas em musica, mas nessas cidades as festas ainda pegam fogo :)  

    GRG – Existe muita diferença entre tocar no Garage e em outros clubs?

     Eu gosto muito do Garage porque tem aquela energia das pessoas conectadas com a musica. Isso não acontece mais  na maioria dos outros clubes.

    by Faraz


  • O melhor VJ do Brasil é quase cuiabano

    Duelo entre VJs

    A coluna Nu-Beats fez uma entrevista com o VJ Robson Victor, vencedor do “1º VJ Torna Brasil”. A competição que aconteceu nos dias 19 e 20 de Agosto foi considerada a mais importante do país na área de vídeo-projeção. Robson que passou sua infância e adolescência em Cuiabá é um dos 24 participantes que representaram a nata de VJs brasileiros. 

    Conheça um pouco da trajetória deste artista tecnológico que além VJ, é um dos primeiros DJs de música eletrônica da Cuiabá, além de guardar muitas outras habilidades dentro de si.

    Robson no Garage

    GRG – Você sempre foi um aficionado por computador, quando começou essa paixão? E qual foi o primeiro computador que você teve?

    RV – Desde que me entendo por gente fui fascinado por coisas eletrônicas que fazem barulho! Entenda-se eletrodomésticos também (risos)… Eu desmontei todos os teclados que já tive, aparelhos eletrônicos, TVs, despertador e coisas que precisem de parafusos! Meu primeiro computador foi um Apple! Um “Mac Performa 630” em 1995!

    GRG – Além de VJ, você também já arriscou por outros caminhos artísticos, é também DJ, sabe desenhar e já fez até teatro. Isso é verdade (risos)?  

    RV – Sim, sou DJ desde os 15 anos de idade, adorava remixar musicas que ouvia na radio com toca fitas e ficar riscando discos tentando fazer scratchs! Fiz teatro na ETF

    (Escola Técnica Federal de Mato Grosso) durante dois anos… Mas eu enchia o saco da turma com um teclado que tinha um sampleador, fazendo explosões e efeitos sonoros! Já desenhar começou há um ano mais ou menos.

    Grupo Ânima de Teatro da Escola Técnica.

    GRG – Muito antes de se tornar VJ, você atuava como DJ e foi um dos primeiros a tocar música eletrônica em Cuiabá. Quando foi isso e como era a cena cuiabana nessa época?

    RV – Não existia uma cena propriamente dita em Cuiabá! Na época eu era DJ na boate America, abria as noites pro DJ Celso. Quando ela fechou dei uma parada, até que um amigo me perguntou se eu queria tocar como DJ numa festa GLS; a festa foi bem legal, toquei umas coisas bem undergrounds de Techno…

    Até que Menotti Griggi me convidou pra tocar nas festas dele, aí que começou a cena mesmo eu acho! Fui residente das festas de Menotti por uns 4 ou 5 anos … Até que outras casas em Cuiabá começaram a me chamar pra fazer o “som underground eletrônico”(risos…) A partir daí começou acontecer as festas com DJs de São Paulo e tal.. Aí a coisa pegou…

    GRG– Quando decidiu se mudar para um grande centro? Foi por algum motivo especial?

    RV – Não houve nenhum motivo especial, decidi em 1999 quando fui chamado pra trabalhar no “Portal Starmedia”, era o boom da internet e estavam recrutando profissionais de vídeo. Mas durou pouco, a “bolha” estourou e voltei pra Cuiabá. Mas já sabia que não ficaria por muito mais tempo! Procurei me profissionalizar na área de vídeo pra poder vir embora.

    O mercado de computação gráfica em Cuiabá ainda estava engatinhando e eu queria aprender mais, fazendo cursos fora, trocando experiência com outros profissionais e até uma Faculdade de Design.

    Fui pro Rio de Janeiro trabalhar na Twister, uma ag6encia que servia a Globo com aberturas de novelas e programas. Mas ainda fora da área de Vjing.

     

    Cidade Sustentável from Vj Robson Victor on Vimeo.

    GRG – Em menos de uma década atuando como VJ, já coleciona diversos trabalhos significativos, entre eles apresentações no Skolbeats, projeções em megaeventos como o show do Roberto Carlos no Estádio do Maracanã, e até mesmo duas idas para Nova Iorque quando projetou no Brazilian Day. Como tudo isso foi acontecendo?

    RV – Em 2002 participei do SkolBeats à convite do Vj Spetto, e não parei mais.  No mesmo ano participei de um evento chamado Djs x Vjs. O organizador, Jodele Larcher, me convidou fazer trabalhos de vídeo para a Globo na parte artística de eventos e shows. Um ano depois estava fazendo visuais pra shows do Gilberto Gil, Tributo ao Legião Urbana, Nando Reis, Sandra de Sá.

    Em 2005 fiz o primeiro Roberto Carlos Especial, além dos programas Estação Globo desde 2006 até hoje. em 2007 veio o convite para o Brazilian Day, onde fiz fiz visuais pros shows de J Quest , Asa de Águia e Lulu Santos com um publico de mais de 1 milhão de pessoas. Esse ano voltei a produzir os vídeos pro Brazilian Day agora dia 5 de setembro.

    GRG – Você acabou de vencer o maior campeonato de VJs do Brasil e está praticamente de malas prontas pra ir projetar na Hungria, em Budapeste. Você já vinha se preparando para o VJ Torna?

    RV – Apenas psicologicamente (risos)…O conteúdo do campeonato foi fornecido aos competidores uma hora antes das batalhas. Podíamos contar apenas com o nosso feeling de escolher o que colocar na hora e seguir a musica, que também era decidida na hora da batalha.

    Somente na batalha quando iriam decidir que seria o campeão é que o Ilan Katin, da banca julgadora decidiu que iríamos competir com nosso próprio conteúdo. O lance é  você apenas fazer o que curte tentando ser bastante técnico pra saber à hora de soltar os loops e segurar o emocional pra escolher qual loop que você vai colocar.

    GRG – Como será a etapa mundial que acontecerá na Hungria?

    RV – Há várias categorias: duplas de VJs, solo, áudio e vídeo performance. O VJ Torna brasileiro foi feito nos mesmos moldes que o da Hungria, isto é, batalhas entre VJs ao vivo e vai ficando que ganha !

    VJ Robson Victor & VJ Erms

    GRG – Sabe-se que as ferramentas sempre estão evoluindo e que no ramo das projeções muitas coisas novas estão acontecendo. Você poderia citar alguma novidade dentro dessa área?

    RV – Acho que a principal delas é o Vídeo Mapping  onde você utiliza um espaço arquitetônico como tela! Seja num prédio, ponte, fachada de farmácia, ou dentro de um ambiente, mapeando móveis, esculturas por aí vai…

    Alem do Mapping, novos meios de interação com as projeções também estão bombando por aí, touchscreen, sensores de presença, acelerômetros, infra-vermelhos ou infra-reds… Quanto mais os computadores ficam rápidos, mais meios de interação são desenvolvidos para a integração de plataformas e interfaces.

    After Effects Animator DEMOREEL from Vj Robson Victor on Vimeo.

    GRG – Já pensou em produzir um filme feito por animação gráfica, ou se trata de outra área completamente diferente?

    RV – Não, tem tudo a ver! Eu sempre tento de alguma forma contar uma estória quando projeto… Pequenas historinhas (risos…)!

    Fazer um filme ou um curta de animação sempre esteve nos meus planos, mas é uma linguagem que demanda várias etapas e tempo para que se chegue num resultado satisfatório. Diferentemente de Vjing, onde você pode através de pequenos loops de vídeo contar uma estória em tempo real! É outra linguagem! Mas acredito que mais pra frente isso se fundirá.

    Em 2008 eu fiz um remix do filme “O iluminado” no Festival de Arte Digital de BH, o FAD, e foi uma experiência bem legal onde musica eletrônica, vjing e cinema se transformaram numa linguagem só!

    Este ano acontece no Rio em novembro o LIVE Cinema, que é uma porta para que novas linguagens dentro do contexto audiovisual se manifestem! Cinema e VJing com certeza dá um bom caldo !

    Kung Fu freestyle editing ! from Vj Robson Victor on Vimeo.

    GRG – Este ano você projetou no Garage algumas vezes, gostou de ter feito essas projeções dentro do Club?

    RV – Sim! O clube ofereceu uma excelente estrutura, telão gigante atrás da cabine complementando o painel de leds onde deu pra levar os efeitos de luzes pra dentro do telão! E mais…quatro plasmas de cada lado e um telão na parede da entrada. 

    Além do que, fazer imagens em casa e com amigos é melhor do que qualquer festival por aí! ;)


  • Os brinquedos analógicos

    A música eletrônica emitida por brinquedos

    Um dos pontos fortes da ciência é caminhar sempre ao lado da tecnologia, transformando a música eletrônica em uma espécie de cobaia a mercê de cientistas que usam e abusam de artefatos. Nesse processo, o intuito maior é inventar ferramentas que emitem sonoridades fascinantes, através de objetos inusitados.

    Um desses cientistas, Yosh Akai trata os instrumentos analógicos com uma atenção muito especial. O artista e designer nascido em Nagoya desenvolve através de brinquedos e peças antigas, instrumentos que emitem sons que podem parecer um tanto assustadores, mas proporcionam resultados fantásticos.   

    Nas mãos de Yosh Akai o tradicional sistema Lego, (brinquedo cujas partes se encaixam permitindo inúmeras combinações) se tranforma em um sequencer analógico de 8-Bit, que cria e recria loops de textura diferneciada. Para conseguir tal proeza, o designer fez uma espécie de combinação entre o brinquedo e um objeto muito antigo.

    Circuit Bending

    Quem diria que um garoto de 15 anos de idade inventasse seu próprio sintetizador através de mecanismos eletrônicos que estavam ao seu alcance. Em 1960 o jovem americano Reed Ghazala criou uma atividade que se expandiu no mundo e faz sucesso entre músicos e apaixonados por brinquedos, o Circuit Bending. A pratica consiste na modificação de brinquedos e outros aparelhos no intuito de fazê-los emitirem sonoridades únicas.

    Através da fusão de diferentes circuitos, adaptados uns nos outros, esses brinquedos se transformam em uma classe especial de instrumentos musicais. Graças ao acrescento de novos componentes e botões. São infinitas as variáveis do Circuit Bending. Talvez seja por isso que muitos artistas escolheram este caminho, como uma das formas de expandirem suas respectivas artes. Um deles é muito conhecido do público cuiabano,  seu próprio nome artístico Dada Attack revela sua paixão pela arte do Circuit Bending. Confira está materia feita por Claudia Assef com ele:

    Texto by Faraz


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